Nesta segunda-feira, dia 24 de março de 2025, Tubarão marca os 51 anos da enchente de 1974, um dos maiores desastres naturais da história do município e do Brasil, envolvendo enchentes. A tragédia desabrigou cerca de 65 mil pessoas, resultou em 156 mortes e gerou prejuízos estimados em 2 bilhões de dólares, conforme estudos da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
O vereador e professor Maurício da Silva (Progressistas), político dedicado à preservação da memória da tragédia e obstinado defensor de medidas que protejam a cidade de novos eventos climáticos, é membro da comissão organizadora dos seminários sobre as cheias. Para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer, a cidade tem promovido, desde 2008, seminários anuais que reforçam a importância da memória coletiva e da prevenção. Essa iniciativa está amparada pela Lei Municipal Nº 3289/09 e tem como objetivo principal preparar a população para agir de forma eficiente em caso de novas enchentes.
O XVI Seminário da Enchente de 1974 será realizado no próximo dia 24 de março, no Auditório da Amurel, a partir das 8h30. O evento é gratuito e aberto ao público, com inscrições disponíveis online. O seminário tem três pilares fundamentais:
A programação inclui palestras sobre o histórico das inundações, a atualização do Plano de Contingência e o status dos projetos de redragagem do Rio Tubarão.
Desde 2013, projetos para a redragagem do Rio Tubarão enfrentam entraves burocráticos e precisam de atualização. Após diversas cobranças, o governo estadual anunciou que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será responsável por essa revisão. A falta de projetos atualizados impede a captação de recursos federais ou internacionais para viabilizar as obras necessárias de desassoreamento e prevenção de enchentes.
A busca por soluções eficazes envolve a colaboração de mais de 20 entidades, entre universidades, instituições governamentais e organizações da sociedade civil. A participação ativa da comunidade e das autoridades é essencial para garantir que medidas preventivas sejam implementadas e que a cidade esteja preparada para enfrentar futuros desafios climáticos.
Fonte: Notisul