Dorival Júnior não é mais técnico da Seleção Brasileira. A demissão foi oficializada na sexta-feira (28), após reunião com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, em um momento de crise após a derrota para a Argentina por 4 a 1. O treinador, que tinha contrato até a Copa do Mundo de 2026, terá todos os salários pagos até o fim do vínculo, além de uma multa rescisória milionária que inclui também os direitos de imagem. O coordenador de seleções, Rodrigo Caetano, também foi desligado sob as mesmas condições contratuais.
A CBF ainda não anunciou oficialmente o substituto, mas o português Jorge Jesus, atualmente no Al-Hilal, da Arábia Saudita, surge como principal favorito para o cargo. O ex-técnico do Flamengo de 2019 já havia sido cogitado em outras ocasiões e, desta vez, ganha força nos bastidores da entidade. A direção da CBF evita comentar enquanto não oficializa a saída de Dorival, mas internamente Jorge é visto como o nome ideal.
O ex-treinador do São Paulo e campeão da Libertadores com o Flamengo em 2022 deixa a Seleção após pouco mais de um ano no cargo. A goleada sofrida para a Argentina foi determinante para sua saída, em um ciclo que não conseguiu empolgar os torcedores nem mostrar evolução técnica. A primeira notícia da demissão surgiu por volta das 12h30 da sexta-feira (28), sendo confirmada oficialmente após as 17h30.
Segundo o programa “Futebol Americas”, da ESPN nos Estados Unidos, Dorival Júnior recebia cerca de R$ 23 milhões por ano. Com a demissão, a CBF terá de arcar com uma multa rescisória milionária e manter o pagamento dos salários até o fim do contrato, que iria até a Copa de 2026. Rodrigo Caetano, que também deixou o cargo de coordenador de seleções, receberá os mesmos benefícios contratuais.
Fonte: Notisul